O Sistema Cantareira entrou em junho de 2026 na Faixa 2 de Atenção, com limite de captação da Sabesp reduzido para 31 metros cúbicos por segundo.
A decisão foi comunicada por ANA e SP Águas após o principal manancial da Grande São Paulo encerrar maio com 40,52% do volume útil em 29 de maio.
O tema ganhou peso imediato no Estado de São Paulo porque o Cantareira segue como eixo central do abastecimento da região metropolitana em pleno início do período seco.
O que mudou na operação do Cantareira em junho
A regra válida desde 1º de junho mantém o sistema em condição de atenção, abaixo do cenário de normalidade previsto na outorga.
Na prática, a Sabesp pode retirar até 31 m³/s do manancial, ante o teto de 33 m³/s permitido quando os reservatórios operam sem restrição.
O enquadramento foi definido com base na Resolução Conjunta nº 925, usada para classificar o sistema por faixas operacionais conforme volume armazenado e condições hidrológicas.
Segundo a ANA, a medida busca compatibilizar segurança hídrica, vazões autorizadas e a transição para os meses mais secos do ano.
- Faixa atual: Atenção
- Captação máxima em junho: 31 m³/s
- Captação em normalidade: 33 m³/s
- Data da decisão: 29 de maio de 2026

Por que o Estado de São Paulo acompanha o tema com cautela
O Cantareira é estratégico porque abastece a Grande São Paulo e influencia o planejamento de produção, distribuição e contingência em vários municípios.
Relatório recente do setor mostra que o sistema responde por parcela relevante da água distribuída na região metropolitana, mesmo após a diversificação dos demais mananciais.
Um diagnóstico do Instituto Água e Saneamento indica que o Cantareira concentra 51% da capacidade total de armazenamento dos sistemas da RMSP, o que ajuda a explicar sua relevância operacional.
Por isso, qualquer queda de volume ou restrição de captação tende a repercutir no debate público antes mesmo de afetar diretamente o consumidor.
O cenário de 2026 ainda está distante da crise extrema de uma década atrás, mas o início do inverno costuma pressionar as reservas.
- Menor chuva entre junho e novembro
- Maior necessidade de gestão fina da retirada
- Monitoramento diário das represas
- Dependência de integração entre sistemas
Quais são os efeitos práticos para a Sabesp e para os moradores
No curto prazo, a decisão não significa racionamento automático nem anúncio formal de rodízio para a população atendida.
Ela obriga, porém, uma operação mais conservadora, com uso intensivo de manobras hidráulicas, controle de perdas e maior dependência de sistemas complementares.
Cobertura recente mostrou que a manutenção da captação reduzida ocorre no começo da estiagem e sob monitoramento reforçado, sem indicação oficial de desabastecimento generalizado neste momento.
Na rotina do consumidor, o efeito mais provável agora é preventivo: pressão operacional maior sobre a concessionária e atenção redobrada ao consumo.
Para o governo paulista, o caso também reacende a cobrança por planejamento hídrico, obras de resiliência e transparência sobre a situação real dos reservatórios.
- Monitorar a evolução semanal do volume útil
- Observar comunicados de ANA, SP Águas e Sabesp
- Reduzir desperdícios em casa e em condomínios
- Acompanhar eventual mudança de faixa nos próximos meses
O que observar nas próximas semanas
O ponto central será a velocidade de queda ou estabilização do volume armazenado durante junho e julho, meses críticos para o sistema.
Se o regime de chuvas permanecer abaixo da média e a retirada continuar pressionada, novas decisões regulatórias podem entrar no radar.
Entre elas, estão ajustes operacionais adicionais, uso ampliado de reforços hídricos e comunicação mais frequente sobre segurança do abastecimento.
Se o volume reagir melhor que o esperado, o sistema poderá manter a atual faixa sem necessidade de medidas mais duras no curto prazo.
Em 5 de junho de 2026, porém, o dado concreto é este: o Estado de São Paulo inicia o mês com o Cantareira sob atenção oficial e com captação menor que a de normalidade.
Dúvidas Sobre a Faixa de Atenção no Sistema Cantareira em São Paulo
A entrada do Cantareira em atenção em junho de 2026 colocou o abastecimento paulista novamente no centro do debate. As perguntas abaixo ajudam a entender o que muda agora e o que ainda depende dos próximos boletins.
Estar na Faixa de Atenção quer dizer que vai faltar água em São Paulo?
Não necessariamente. A Faixa de Atenção indica operação mais restritiva e vigilância maior, mas não representa, por si só, racionamento imediato. O efeito inicial é reduzir a captação máxima e reforçar o gerenciamento do sistema.
Quanto o Cantareira pode fornecer em junho de 2026?
Em junho de 2026, a captação máxima autorizada é de 31 m³/s. Em condições de normalidade, esse teto pode chegar a 33 m³/s. A diferença parece pequena, mas pesa em um sistema estratégico no começo da estiagem.
Por que o Cantareira continua tão importante para o Estado de São Paulo?
Porque ele segue como um dos pilares do abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. Além do papel histórico, o sistema concentra 51% da capacidade total de armazenamento dos mananciais integrados da RMSP, o que amplia seu impacto regulatório e político.
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