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Estado de São Paulo investiga fraude bilionária no ICMS em 2026

Publicado por Pedro Boeno em 15 de julho de 2026 às 16:26. Atualizado em 15 de julho de 2026 às 16:26.

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, colocou o Estado de São Paulo no centro de uma investigação sobre fraude tributária bilionária no ICMS.

Segundo a CNN Brasil, a ofensiva mira um esquema de comercialização irregular de créditos fiscais usados por empresas para reduzir indevidamente o imposto estadual devido.

O caso ganhou peso porque a apuração aponta impacto direto na arrecadação paulista, além de possível concorrência desleal entre companhias que recolhem tributos corretamente e grupos beneficiados.

Operação Distrato cumpre 38 mandados em SP e no Paraná

A Operação Distrato cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.

A ação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo, o CIRA-SP, com participação do Ministério Público paulista e de órgãos fazendários.

Os alvos estão em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina e Cambé, conforme a apuração divulgada nesta manhã.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.

  • 38 mandados de busca e apreensão
  • Atuação em dois estados
  • Foco em créditos tributários sem respaldo legal
  • Investigação com frentes administrativa, cível e penal
Relatórios financeiros revelam irregularidades no ICMS no Estado de São Paulo
Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial

Como funcionava a suposta fraude bilionária no ICMS

De acordo com a investigação, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam créditos de ICMS com desconto a empresas paulistas.

Esses créditos eram apresentados como parte de planejamentos tributários supostamente autorizados pelo Fisco, mas a apuração sustenta que a autorização era fraudulenta.

Na prática, as empresas deixavam de recolher integralmente o ICMS e remuneravam intermediários com honorários de êxito que chegavam a 70% do valor usado.

Segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento, também havia uso de empresas de fachada para emissão de notas fiscais e simulação de origem dos créditos.

O material era depois lançado na escrituração fiscal das contratantes para reduzir o imposto devido ao Estado de São Paulo.

  1. Intermediários ofertavam créditos com desconto.
  2. Empresas aderiam ao modelo prometido como “planejamento tributário”.
  3. Documentos e notas simulavam origem regular dos créditos.
  4. O ICMS devido era abatido de forma indevida.

Impacto estimado já supera R$ 3,8 bilhões

O núcleo principal dessa frente de investigação envolve mais de R$ 3,8 bilhões em créditos tributários constituídos, segundo a Secretaria da Fazenda citada pela CNN Brasil.

A mesma apuração informa que o conjunto de ações fiscais relacionadas a esse tipo de irregularidade já se aproxima de R$ 10 bilhões.

Outro dado relevante é que 752 empresas suspeitas de utilizar créditos falsos foram identificadas nas fiscalizações mencionadas pelas autoridades.

Além da perda de arrecadação, o governo paulista avalia que a fraude produzia desequilíbrio competitivo no mercado.

Isso porque companhias sob investigação teriam reduzido artificialmente seus custos, criando vantagem sobre contribuintes que mantêm recolhimento regular.

  • R$ 3,8 bilhões em créditos no foco imediato
  • R$ 10 bilhões em ações fiscais associadas
  • 752 empresas citadas nas fiscalizações
  • Possível dano concorrencial além do dano arrecadatório

Grupo ligado a Nelson Wilians aparece no centro da apuração

O Ministério Público de São Paulo confirmou à CNN que um dos núcleos centrais da investigação está ligado ao grupo econômico de Nelson Wilians.

O escritório do advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido durante a operação desta quarta-feira.

Em Londrina, outro alvo é a advogada Mayra de Paula, apontada na investigação como “sócia” de Wilians nas supostas fraudes relatadas pela reportagem.

Em nota reproduzida pela emissora, o escritório afirmou ter recebido a medida com serenidade, transparência e espírito colaborativo.

O posicionamento acrescenta que a banca está à disposição para o completo esclarecimento dos fatos, enquanto o caso segue em apuração.

O que pode acontecer a partir de agora

O objetivo imediato da operação é reunir novas provas, rastrear beneficiários econômicos e consolidar a responsabilização dos envolvidos.

Participam da ofensiva o Ministério Público, a Fazenda paulista, a Procuradoria-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar.

Segundo a cobertura da manhã de 15 de julho de 2026, a investigação continua e novas medidas podem ser adotadas após análise do material apreendido.

Na esfera prática, o caso tende a ampliar o monitoramento sobre créditos tributários vendidos como solução rápida para reduzir carga fiscal.

Para o Estado de São Paulo, a relevância do episódio está no potencial de recuperar ativos e conter novas perdas bilionárias de arrecadação.

Dúvidas Sobre a Operação Distrato e a Fraude Bilionária de ICMS em São Paulo

A operação aberta em 15 de julho de 2026 expôs um esquema com forte impacto sobre a arrecadação paulista. As dúvidas abaixo ajudam a entender por que o caso ganhou tanta relevância no Estado de São Paulo agora.

O que é a Operação Distrato em São Paulo?

É uma ação coordenada pelo CIRA-SP para investigar um suposto esquema de comercialização fraudulenta de créditos de ICMS. Nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná.

Quanto dinheiro a fraude de ICMS pode ter movimentado?

O foco imediato da apuração envolve mais de R$ 3,8 bilhões em créditos tributários, segundo a investigação divulgada pela CNN Brasil. O conjunto de ações fiscais associadas a esse tipo de irregularidade já se aproxima de R$ 10 bilhões.

Quem são os principais alvos citados nessa investigação?

O Ministério Público paulista apontou um núcleo ligado ao grupo econômico de Nelson Wilians. A investigação também cita a advogada Mayra de Paula, enquanto as defesas e os demais envolvidos ainda podem apresentar suas versões no curso do processo.

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Pedro Boeno

Fundador e Editor-Chefe do portal 24h SP, Pedro Boeno é estrategista digital especializado em SEO, GEO e arquitetura de mídia hiperlocal. Sob sua liderança e governança editorial, coordena uma rede descentralizada de 30 correspondentes locais cobrindo o estado de São Paulo de ponta a ponta. Pioneiro na implementação do Jornalismo Cyborg, une tecnologia de ponta à sensibilidade humana para entregar notícias rápidas, apuradas e independentes a milhões de paulistas 24 horas por dia.

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