Uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, colocou o Estado de São Paulo no centro de uma investigação sobre fraude tributária bilionária no ICMS.
Segundo a CNN Brasil, a ofensiva mira um esquema de comercialização irregular de créditos fiscais usados por empresas para reduzir indevidamente o imposto estadual devido.
O caso ganhou peso porque a apuração aponta impacto direto na arrecadação paulista, além de possível concorrência desleal entre companhias que recolhem tributos corretamente e grupos beneficiados.
Operação Distrato cumpre 38 mandados em SP e no Paraná
A Operação Distrato cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.
A ação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo, o CIRA-SP, com participação do Ministério Público paulista e de órgãos fazendários.
Os alvos estão em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina e Cambé, conforme a apuração divulgada nesta manhã.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.
- 38 mandados de busca e apreensão
- Atuação em dois estados
- Foco em créditos tributários sem respaldo legal
- Investigação com frentes administrativa, cível e penal

Como funcionava a suposta fraude bilionária no ICMS
De acordo com a investigação, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam créditos de ICMS com desconto a empresas paulistas.
Esses créditos eram apresentados como parte de planejamentos tributários supostamente autorizados pelo Fisco, mas a apuração sustenta que a autorização era fraudulenta.
Na prática, as empresas deixavam de recolher integralmente o ICMS e remuneravam intermediários com honorários de êxito que chegavam a 70% do valor usado.
Segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento, também havia uso de empresas de fachada para emissão de notas fiscais e simulação de origem dos créditos.
O material era depois lançado na escrituração fiscal das contratantes para reduzir o imposto devido ao Estado de São Paulo.
- Intermediários ofertavam créditos com desconto.
- Empresas aderiam ao modelo prometido como “planejamento tributário”.
- Documentos e notas simulavam origem regular dos créditos.
- O ICMS devido era abatido de forma indevida.
Impacto estimado já supera R$ 3,8 bilhões
O núcleo principal dessa frente de investigação envolve mais de R$ 3,8 bilhões em créditos tributários constituídos, segundo a Secretaria da Fazenda citada pela CNN Brasil.
A mesma apuração informa que o conjunto de ações fiscais relacionadas a esse tipo de irregularidade já se aproxima de R$ 10 bilhões.
Outro dado relevante é que 752 empresas suspeitas de utilizar créditos falsos foram identificadas nas fiscalizações mencionadas pelas autoridades.
Além da perda de arrecadação, o governo paulista avalia que a fraude produzia desequilíbrio competitivo no mercado.
Isso porque companhias sob investigação teriam reduzido artificialmente seus custos, criando vantagem sobre contribuintes que mantêm recolhimento regular.
- R$ 3,8 bilhões em créditos no foco imediato
- R$ 10 bilhões em ações fiscais associadas
- 752 empresas citadas nas fiscalizações
- Possível dano concorrencial além do dano arrecadatório
Grupo ligado a Nelson Wilians aparece no centro da apuração
O Ministério Público de São Paulo confirmou à CNN que um dos núcleos centrais da investigação está ligado ao grupo econômico de Nelson Wilians.
O escritório do advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido durante a operação desta quarta-feira.
Em Londrina, outro alvo é a advogada Mayra de Paula, apontada na investigação como “sócia” de Wilians nas supostas fraudes relatadas pela reportagem.
Em nota reproduzida pela emissora, o escritório afirmou ter recebido a medida com serenidade, transparência e espírito colaborativo.
O posicionamento acrescenta que a banca está à disposição para o completo esclarecimento dos fatos, enquanto o caso segue em apuração.
O que pode acontecer a partir de agora
O objetivo imediato da operação é reunir novas provas, rastrear beneficiários econômicos e consolidar a responsabilização dos envolvidos.
Participam da ofensiva o Ministério Público, a Fazenda paulista, a Procuradoria-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar.
Segundo a cobertura da manhã de 15 de julho de 2026, a investigação continua e novas medidas podem ser adotadas após análise do material apreendido.
Na esfera prática, o caso tende a ampliar o monitoramento sobre créditos tributários vendidos como solução rápida para reduzir carga fiscal.
Para o Estado de São Paulo, a relevância do episódio está no potencial de recuperar ativos e conter novas perdas bilionárias de arrecadação.
Dúvidas Sobre a Operação Distrato e a Fraude Bilionária de ICMS em São Paulo
A operação aberta em 15 de julho de 2026 expôs um esquema com forte impacto sobre a arrecadação paulista. As dúvidas abaixo ajudam a entender por que o caso ganhou tanta relevância no Estado de São Paulo agora.
O que é a Operação Distrato em São Paulo?
É uma ação coordenada pelo CIRA-SP para investigar um suposto esquema de comercialização fraudulenta de créditos de ICMS. Nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná.
Quanto dinheiro a fraude de ICMS pode ter movimentado?
O foco imediato da apuração envolve mais de R$ 3,8 bilhões em créditos tributários, segundo a investigação divulgada pela CNN Brasil. O conjunto de ações fiscais associadas a esse tipo de irregularidade já se aproxima de R$ 10 bilhões.
Quem são os principais alvos citados nessa investigação?
O Ministério Público paulista apontou um núcleo ligado ao grupo econômico de Nelson Wilians. A investigação também cita a advogada Mayra de Paula, enquanto as defesas e os demais envolvidos ainda podem apresentar suas versões no curso do processo.
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