O governo paulista entrou em novo estado de alerta sanitário após a confirmação do décimo caso humano de febre amarela em 2026. Segundo o balanço mais recente, seis pessoas morreram no estado.
O caso mais recente foi registrado em Lençóis Paulista, na região de Bauru. A vítima, um homem de 54 anos sem histórico de vacinação, morreu em decorrência da doença.
O avanço da febre amarela recoloca o Estado de São Paulo no centro da vigilância epidemiológica nacional. A resposta oficial agora combina reforço vacinal, monitoramento de primatas e alerta para viajantes.
Secretaria da Saúde amplia atenção após novo caso confirmado
A Secretaria de Estado da Saúde já havia informado, em meados de maio, que o estado somava nove casos de febre amarela em 2026, com concentração maior no Vale do Paraíba.
Com a atualização divulgada em 2 de junho, o total subiu para dez. O número de mortes chegou a seis, elevando a pressão sobre a rede de vigilância.
De acordo com a apuração publicada pelo UOL, os registros se distribuem entre Vale do Paraíba, Sorocaba e agora a região de Bauru. Todos os pacientes confirmados neste ano eram homens.
Outro dado que chama atenção é o perfil vacinal. Segundo as informações reportadas, nenhum dos pacientes tinha histórico de imunização, o que reforça a centralidade da vacina na estratégia de contenção.
- 10 casos humanos confirmados em 2026
- 6 óbitos registrados até o início de junho
- Casos nas regiões de Vale do Paraíba, Sorocaba e Bauru
- Pacientes sem comprovação de vacinação

Por que a febre amarela voltou a preocupar o estado
A febre amarela é transmitida por mosquitos infectados. No ciclo silvestre, os vetores mais comuns pertencem aos gêneros Haemagogus e Sabethes, como detalha a vigilância e controle da febre amarela no estado de São Paulo.
No Brasil, não há registro de transmissão urbana desde 1942. Ainda assim, a circulação do vírus em áreas de mata segue sendo suficiente para provocar casos graves em humanos não vacinados.
O cenário paulista já vinha sendo acompanhado desde abril. Naquele momento, o governo estadual confirmou os primeiros casos do ano e intensificou a vacinação especialmente no Vale do Paraíba.
O acompanhamento também inclui epizootias, que são ocorrências da doença em primatas não humanos. A detecção desses episódios funciona como sinal de circulação viral e ajuda a direcionar ações preventivas.
Fatores que elevam o risco no período atual
A sazonalidade da doença, a mobilidade para áreas rurais e de mata e a presença de bolsões de baixa cobertura vacinal formam a combinação mais preocupante neste momento.
- Deslocamentos para áreas de mata sem vacinação prévia
- Baixa adesão histórica em alguns grupos adultos
- Circulação viral detectada em primatas
- Busca tardia por atendimento nos casos graves
Vacinação vira eixo central da resposta paulista
A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde. O esquema inclui dose aos 9 meses, reforço aos 4 anos e dose única para não vacinados a partir de 5 anos.
Pessoas imunizadas com a dose fracionada aplicada em 2018 devem procurar orientação na UBS para verificar a necessidade de reforço. Esse ponto voltou ao debate com a retomada dos casos.
Na capital, a prefeitura informou no Dia Nacional de Imunização que há mais de 400 locais com oferta de vacinas contra gripe, sarampo e febre amarela, ampliando o acesso em um momento sensível.
A recomendação das autoridades sanitárias é simples: quem vai viajar para áreas com circulação do vírus precisa se vacinar com antecedência. A proteção não é imediata e exige planejamento.
- Verificar a caderneta de vacinação
- Confirmar se há dose válida registrada
- Buscar uma UBS em caso de dúvida
- Evitar viagens de risco sem imunização prévia
Impacto para municípios e próximos passos do governo
O avanço dos casos pressiona prefeituras e o estado a reforçar comunicação de risco. A estratégia depende de campanhas rápidas, rastreamento territorial e atualização frequente dos boletins epidemiológicos.
Municípios com áreas de mata, corredores ecológicos e circulação de primatas tendem a receber atenção prioritária. Nessas regiões, a vigilância precisa agir antes que novos casos humanos apareçam.
Para o governo paulista, o desafio imediato é reduzir o intervalo entre alerta, vacinação e resposta local. Quanto maior a demora, maior o risco de evolução grave entre pessoas não imunizadas.
O surto ainda está longe dos números de 2025, quando São Paulo registrou 57 casos humanos e 35 mortes. Mesmo assim, o ritmo de 2026 mostra que o problema continua ativo.
A mensagem final das autoridades é direta: macacos não transmitem a doença às pessoas. Eles funcionam como sentinelas biológicas, enquanto o vetor real segue sendo o mosquito infectado.
Dúvidas Sobre o avanço da febre amarela no Estado de São Paulo
Com o décimo caso humano confirmado e seis mortes em 2026, a febre amarela voltou ao centro das preocupações em São Paulo. As perguntas abaixo ajudam a entender o que muda agora para moradores, viajantes e municípios.
Quem precisa tomar a vacina contra febre amarela agora?
Quem não tem comprovação vacinal precisa procurar uma UBS e checar a indicação imediatamente. A prioridade aumenta para moradores de áreas com circulação viral e para pessoas que viajarão a regiões de mata.
Macacos transmitem febre amarela para humanos?
Não. A transmissão ocorre por mosquitos infectados, enquanto os primatas ajudam a sinalizar a presença do vírus no ambiente e servem de alerta para a vigilância sanitária.
Qual é a situação da febre amarela em São Paulo em junho de 2026?
Até 2 de junho de 2026, o estado havia confirmado 10 casos humanos e 6 mortes. Os registros atingem regiões como Vale do Paraíba, Sorocaba e Bauru, com predominância entre pessoas não vacinadas.
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